Para quem é contra tirar pessoas viciadas em crack das ruas e colocá-las para se tratar, mesmo contra a sua vontade, aí está uma prova de que essa atitude salva e transforma histórias de vida.
Ontem, estive o Campeonato Estadual de Judô, em que 12 meninos, ex-usuários de drogas que viviam nas cracolândias da cidade, estavam disputando medalhas.
Felizes, saudáveis e longe dessa droga maldita. Dos 12, sete ganharam medalhas, sendo duas de ouro, e dois conseguiram classificação para o Campeonato Brasileiro.
Foi muito emocionante ver esses jovens atletas competindo, livres do crack e reconquistando a vida. É mais uma prova de que eu estava certo quando implantei o abrigamento compulsório para crianças e adolescentes na cidade do Rio de Janeiro.
E que a internação involuntária é a oportunidade que essas pessoas que vivem em cracolândias podem ter de reconquistar o direito à vida.
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segunda-feira, 11 de março de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Rafael poderia estar vivo
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Reprodução do Jornal Extra de 11/01/2013 |
Ontem, no
enterro do menino, a mãe disse: “Meu filho só fumava um baseadinho”. É “normal” uma
criança de 10 anos “fumar um baseadinho”? Ela é viciada, o pai também era e foi
morto por causa de drogas. A morte de Rafael era uma tragédia anunciada. E aí
eu pergunto: numa família assim, esse garoto iria se tratar voluntariamente? É
claro que não.
A questão
do crack é uma tragédia sem procedência. Desde o dia que entrei na Secretaria de Assistência Social da Prefeitura (SMAS), o
combate ao crack foi uma prioridade. Implantei uma medida pioneira, que foi a
internação compulsória de crianças e adolescentes.
Os jovens acolhidos nas cracolândias são encaminhados a uma das Centrais de Recepção da SMAS, onde passam por uma triagem para avaliar o grau de comprometimento com as drogas. Se for identificada necessidade de abrigamento compulsório, eles seguem para a rede de abrigamento especializado da SMAS, por onde passam por uma avaliação clínica e psicológica.
Os jovens acolhidos nas cracolândias são encaminhados a uma das Centrais de Recepção da SMAS, onde passam por uma triagem para avaliar o grau de comprometimento com as drogas. Se for identificada necessidade de abrigamento compulsório, eles seguem para a rede de abrigamento especializado da SMAS, por onde passam por uma avaliação clínica e psicológica.
Durante esse período, é
feita a reaproximação com os pais e responsáveis, sempre com a supervisão de
psicólogos e assistentes sociais, até a reinserção definitiva à vida social.
Esses
filósofos
de sofá que são contra a internação compulsória ficam trancados
no ar-condicionado. Nunca foram a uma cracolândia. Eu fui a várias,
muitas vezes. E posso
provar que já salvamos muitas crianças e adolescentes do vício com o
abrigamento compulsório. Um bom exemplo disso é que , atualmente, temos
12 meninos, que viviam sob o efeito do crack nas comunidades do
Jacarezinho e Manguinhos, que estão livre das drogas e são atletas
medalhistas de judô.
A
internação compulsória não vai resolver todos os problemas, mas a gente tem que
tirar essa gente de lá.
Postado por
Unknown
às
14:30
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