Até o fim de fevereiro, cerca de 30 guardas municipais vão reforçar o patrulhamento em toda a extensão do Parque do Flamengo.
O foco é o ordenamento urbano e a preservação do patrimônio público. A operação contará com guardas 24 horas na região.
Será um reforço aos 30 homens que já fazem o ordenamento no local a pé, de bicicleta e com carrinhos elétricos.
Além do aumento do efetivo, também estão em análise os locais onde as equipes ficarão. A prioridade são o entorno das passarelas e passagens subterrâneas, a ciclovia, a praia, a pista de serviço junto à orla e o MAM.
A presença ostensiva da GM-Rio colabora com a segurança do local e ajuda a inibir pequenos delitos.
A morte de
um torcedor do Vasco que foi covardemente esfaqueado e baleado ontem,
por torcedores do Flamengo, em Tomás Coelho, na Zona Norte do Rio, é uma
notícia que me deixa com vergonha. Não de ser flamenguista, o time que
eu adoro e me dá tantas alegrias. Mas por ter bandidos que se fazem
passar por torcedores como os que mataram o Diego Martins Leal, de
apenas 30 anos. Isso, definitivamente, não é ser torcedor. Matar alguém
apenas porque ele torce para outro time? Até onde vai a barbárie humana?
E, pior, foi saber que esse incidente, se é que
podemos chamar assim esse crime, não foi o único. Ontem, a confusão não
ficou limitada à Zona Norte. Também houve confronto entre torcedores na
Taquara, na Zona Oeste da cidade. Seis pessoas ficaram feridas, duas
levaram tiros no abdômen e na coxa, e estão internadas no Hospital
Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. E sete torcedores, três rubro-negros
e quatro vascaínos foram presos. A polícia prossegue a investigação
para detectar se esses "torcedores" pertencem a alguma torcida
organizada. Caso seja comprovada a participação, a torcida deve ser
devidamente punida.
Atos de violência como esses num País que daqui a
dois anos vai sediar uma Copa do Mundo, não podem acontecer na nossa
cidade. Assumimos um compromisso com a Fifa de garantir a segurança do
evento. Precisamos fazer valer o Estatuto do Torcedor, lei criada em
2003 para combater a violência e a criminalidade em eventos
esportivos. O Congresso Nacional estuda uma reformulação do Estatuto
para endurecer as penas aplicadas em crimes com violência. Temos
que apertar o cerco contra esses criminosos que usam o time para cometer
essas atrocidades.