Ontem,
o Ministério da Saúde divulgou o Levantamento de Índice Rápido de
Infestação por Aedes aegypti (Lira). Segundo o estudo, 77 cidades
brasileiras estão em situação de alto risco para a dengue. Nessas
áreas, onde vivem mais de 5,7 milhões de pessoas, mais de 3,9% dos
imóveis pesquisados apresentam larvas do mosquito transmissor da
doença.
Essa
é uma notícia preocupante e precisamos fazer o possível para
reverter. Infelizmente, o Rio de Janeiro é uma das 375 cidades que
estão em situação de alerta para a dengue, ou seja, com índice de
infestação entre 1% e 3,9%.
Ao
todo, 12 capitais do País estão em situação de risco ou de alerta
para a doença. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não
descarta a possibilidade do aumento do número de criadouros no
verão, quando as condições para proliferação do mosquito são
melhores.
Segundo
os dados do Lira, houve uma queda no número de pacientes com a forma
grave da doença. De janeiro a novembro de 2011 foram 10.507 (contra
os 3.774 no mesmo período deste ano), o que indica uma redução de
64%.
O
número de mortes também caiu 49% no período: de 481 para 247.
No
Rio, a Secretaria Municipal de Saúde tem feito
ações constantes para evitar uma possível epidemia no próximo
verão. Mas embora o número de doentes e mortes tenha
diminuído, a gente precisa fazer a nossa parte.
A
regra básica é não deixar água parada em qualquer recipiente.
Medidas simples como colocar lixos em sacos plásticos, areia nos
pratinhos das plantas, manter caixas d´água, barris, cisternas
fechados e não deixar em hipótese alguma a água parada em vidros,
latas, pneus, vasos de plantas, calhas, entre outros, são
importantíssimas.