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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Água tratada desperdiçada

Uma pesquisa divulgada pelo Ministério das Cidades me surpreendeu: de acordo com os dados, o estado de São Paulo desperdiçou, em 2011, 35,2% da água tratada.

No momento em que se discute sobre o pedido do governo paulista para a captação de água da bacia do Rio Paraíba do Sul, o desperdício chama atenção, porque se tanta água não fosse desperdiçada, certamente a carência seria menor.

Segundo um estudo da Coppe/UFRJ, se o estado de São Paulo conseguisse reduzir em 50% as perdas na distribuição, seria possível atender cerca de 4,5 milhões a mais de pessoas.

Mas não são apenas os paulistas que merecem um puxão de orelha. O estado do Rio também não ficou muito atrás do desperdício: a população fluminense perdeu, no mesmo período, 32,8% da água tratada.

A média brasileira ainda é pior, 38,8%. A água perdida, apenas com vazamentos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, em 2012, foi de 20,3%. Se contarmos ligações irregulares, gatos, hidrômetros quebrados, o número sobe para 25,7%. Um absurdo se considerarmos países como Alemanha e Japão, que têm índices menores de 10%.

É claro que a população precisa colaborar, e o cidadão consciente precisa reduzir o consumo. Mas, obviamente, as empresas têm que ser cobradas também. 

É necessário um controle e mais fiscalização para que a água tratada não escorra pelo ralo.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Plano Estratégico da Cidade do Futuro

O novo Plano Estratégico projeta o Rio como cidade do futuro, já em 2016. São metas ambiciosas, ousadas e alicerçadas num orçamento previsto de R$ 38,61 bilhões, envolvendo Parcerias Público-Privadas, recursos próprios, complementados por financiamentos federias e estaduais. Até lá, esperamos estar assistindo 60% da população infantil usuária de álcool, crack e outras drogas.

A retirada de todos os moradores de áreas de risco e encostas (mapeamentos da SMAS contabilizam cerca de 25 mil famílias) também faz parte das metas da Prefeitura que pretende assentar essas pessoas em domicílios urbanizados, com água, esgoto, drenagem, entre outros serviços essenciais do projeto Morar Carioca. Entre outros destaques estão a criação de mais 60 mil vagas para a educação infantil na rede municipal de ensino, expansão da rede de atendimento nas emergências dos hospitais municipais, redução da mortalidade infantil para taxas de 9,8 por mil nascimentos, ampliação do programa do Médico em Família e criação de novos postos da UPA's.

Em relação à infraestrutura da cidade, a prioridade será melhorar o sistema de transporte urbano de ônibus com a ampliação dos corredores expressos (BRT's e BRS's) pela integração dos mesmos com o metrô e trens, além da ampliação do Bilhete Único Carioca. Também serão investidos recursos para ampliações de 55% da rede de esgotos com tratamento na Zona Oeste, 25% da coleta seletiva, revitalização de 700 mil metros quadrados de calçadas, continuidade ao programa Asfalto Liso e melhoria da rede de iluminação pública. 


Clique aqui e confira a íntegra do Plano Estratégico da Cidade.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A mulher e os valores morais

Pesquisa feita em cerca de 200 países concluiu que a mulher incorpora valores morais mais fortes que os homens. Revela o estudo que a mulher age e decide tendo como parâmetros o instinto da razão e os impactos da ação na vida das pessoas. Diferentemente, o homem tem prioridades no egoismo pessoal e na necessidade do crescimento profissional. O senhor do tempo, no entanto, funciona como um modelador natural, aproximando mulheres e homens na interpretação dos valores morias sociais.

Para nós da SMAS, o resultado da pesquisa mostra a importância e o alcance de políticas públicas voltadas para a diminuição das desigualdades sociais, da redução dos níveis de pobreza e de melhorias do desemprenho escolar, como o Cartão Família Carioca e o Bolsa Família. Ações cujo foco principal é a mulher, muitas delas chefes de família.

Cada vez mais, a presença do poder público torna-se providencial e necessária na assistência complementar para aquela mãe formadora dos valores morais fortes na criança, para que venha ser um cidadão sem desvios de comportamento.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Uma nova ordem social

Uma pesquisa divulgada nesta semana apontou uma mudança na distribuição da população brasileira. Em 2010, a classe C recebeu 19 milhões de brasileiros vindos das classes D e E. Com mais de 101 milhões de pessoas, já representa 53% da população total do país (de 191,79 milhões). Além da C, as classe A e B também cresceram e isso sugere até uma mudança de figura sobre a divisão social brasileira. E o que antes era uma pirâmide, já pode ser considerado um losango.

De acordo com a pesquisa, houve aumento da renda mensal para os brasileiros em 2010 e com isso os consumidores passaram a gastar mais. Os motivos foram a melhoria do salário mínimo, a expansão econômica, a transferência de renda e a contratação com carteira assinada. Os analistas sociais mais otimistas afirmam que nos próximos anos a classe D poderá se igualar à C e que a E poderá deixar de existir. Sem dúvida, esse é o Brasil que todos queremos, mas sabemos que ainda falta um longo caminho a percorrer.

Um dos principais desafios é resolver o problema da inclusão social de milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade. E é para isso que estamos trabalhando, para que essas pessoas recuperem sua cidadania, alcancem sua autonomia e tenham novas perspectivas de vida.