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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Para que tanto barulho?

Essa defesa da demolição do prédio do antigo Museu do Índio, na Aldeia Maracanã é surreal. Hoje em dia, o prédio que antes funcionava o museu, é um escombro e ali já não funciona o Museu do Índio há muitos anos. 

Há muito tempo aquilo lá está abandonado por todos, incluindo os próprios índios e os militantes, que agora apareceram do nada para defender uma suposta “causa”. Queria saber por onde andaram essas pessoas? 

A meu ver o que tem importância histórica e cultural é o prédio do atual Museu do Índio, que fica em Botafogo, não ali. Já perguntaram aos moradores das redondezas do Maracanã se querem manter aquela ruína? 

Hoje, o prefeito Eduardo Paes concedeu licença para o estado demolir o que resta ali. Isso faz parte de um pacote para reurbanizar o entorno do Maracanã já por conta das obras da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

Não consigo entender essa polêmica toda em cima do assunto. Será mesmo que a discussão é pelo valor histórico daquele escombro?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Uma grande perda para o Rio

É lamentável a presidente Dilma Housseff ter vetado ontem o artigo que dava isenções fiscais para as obras da prefeitura relacionadas aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. 

Seria uma economia para a nossa cidade de cerca de R$ 600 milhões, se a nossa presidente tivesse concedido a isenção de tributos federais para as empresas responsáveis pelas obras de infraestrutura urbana. Essa medida, caso não tivesse sido vetada, permitiria que a Prefeitura e o Estado economizassem nas obras e aliviassem o orçamento para outras áreas. 

Mas, infelizmente, isso não aconteceu. A presidente sancionou a Lei 12.780, de conversão da Medida Provisória 584, mas com três vetos ao texto que foi aprovado em dezembro pelo Congresso Nacional, do qual eu participei ativamente quando assumi a presidência da Comissão Mista que avaliava a MP 584. Ela justifica os vetos a artigos de ordem tributária como interferências nas regras atuais e no operacional da Receita Federal. 

Mas o intrigante é que Dilma vetou para o Rio, mas deu isenção para os estádios particulares da Copa do Mundo, em 2014. Enfim, esse veto vai ser uma grande perda para o Rio.