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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Estudo liga bullying a violência familiar

Uma matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, na última semana, traz um estudo realizado recentemente nos Estados Unidos e aponta uma ligação entre bullying e eventos fora das escolas. O Centro de Prevenção ao Controle de Doenças (a agência de saúde pública dos EUA), analisou dados de estudantes de escolas de Massachusetts e descobriu que os bullies (agressores) e suas vítimas reportaram já terem sofrido violência psicológica por algum membro da família ou que presenciaram atos de violência em suas casas com uma frequência muito maior do que os não envolvidos em bullying.

Além de uma lista de questões sobre suas notas, saúde, uso de drogas e violência familiar, entre outras que foram consideradas pelo levantamento, os estudantes tiveram de responder se praticavam ou eram vítimas de bullying. A pesquisa concluiu que 43,9% dos alunos do ensino fundamental foram afetados, assim como 30,5% dos que frequentavam o ensino médio. Também foi constatado que a probabilidade de ocorrer problemas de saúde mental ou o uso de bebidas alcoólicas em decorrência do bullying, foi significativamente elevada tanto para os praticantes da violência, quanto para as suas vítimas ou para os 'praticantes-vítimas'. Sim, porque quem sofre a violência pode transmiti-lo adiante, o que torna ao comportamento uma prática sem fim.

Massachusetts aprovou uma legislação contra o bullying em maio de 2010, que proíbe a ação em escolas e na Internet. Esse é um bom exemplo que podemos adotar. Temos que exigir que as escolas desenvolvam práticas para evitar o problema e para intervir se algum caso for descoberto. Os professores e os pais têm um papel muito importante na prevenção.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tragédia em Realengo

Esta tragédia na escola em Realengo não tem precedentes no Brasil. O atirador invadiu a escola municipal Tasso da Silveira, abriu as portas das salas de aula e mirou contra a cabeça dos alunos. Como pode uma pessoa fazer isto com crianças? Uma ação premeditada contra inocentes. Foram onze mortes e mais de 20 alunos ficaram feridos. A população do Rio está chocada, e a nós, enquanto poder público, cabe dar todo o apoio e assistência que essas pessoas precisam.

Equipes das 7ª, 8ª, 9ª e 10ª CAS da SMAS estão mobilizadas para prestar atendimento às famílias envolvidas direta e indiretamente nessa tragédia. Assistentes sociais e psicólogos da secretaria acompanham as famílias das vítimas na escola Tasso da Silveira e nos hospitais Albert Schwietzer, Saracuruna, Into, Adão Pereira Nunes, Pedro Ernesto e da PM. Profissionais do Núcleo de Direitos Humanos da SMAS também estão presentes nos locais para prestar atendimento jurídico às famílias das vítimas.

Mais informações sobre a Rede de Proteção Social do município na região de Realengo pelo telefone 3973-3800 - Ouvidoria da SMAS.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Perseguição implacável... E muito perigosa!

A estudante de enfermagem Ana Claudia Karen Lauer, de 20 anos, foi espancada por três alunas na última sexta-feira, 1, em frente à sua escola, em Ribeirão Preto. Ela teve fratura no nariz. Segundo a jovem, a agressão teria acontecido porque reclamou à coordenação que estaria sofrendo bullying e sendo hostilizada pelos colegas.

No mesmo dia, a Justiça do Rio condenou o Colégio Nossa Senhora da Piedade, Zona Norte do Rio, a pagar uma indenização de R$ 35 mil, por danos morais, à família de uma ex-aluna, na época com sete anos, que sofreu bullying em 2003. Ela foi espetada na cabeça por um lápis, arrastada, sofreu arranhões, socos, chutes, gritos no ouvido, palavrões e xingamentos.


O bullying, é uma ameaça. A vítima sofre calada, na maioria das vezes. O crescimento dos casos fez soar um alarme social político e educativo, gera debates, mas, lamentavelmente, não freia o fenômeno. É fundamental o reconhecimento pela sociedade, pelos pais e sobretudo pelas escolas de que o bullying, é danoso e não pode ser admitido. À escola compete reunir todos os participantes e as famílias. Os pais e os alunos têm que obrigatoriamente participar.

Quem sofre o maltrato sente dor, angústia, medo, a tal ponto que, em alguns casos, as consequências são devastadoras. O suicídio é uma delas.


Vítima de bullying posta vídeo de protesto e ganha seguidores na web:
http://migre.me/4bLN2