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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Droga é a maior causa de abandono de crianças no Brasil

O jornal O Globo desta segunda traz uma reportagem com dados alarmantes. Pelo menos 46 mil crianças e adolescentes vivem hoje em abrigos no Brasil. 

Nos últimos dois anos, a cada dia 38 meninas e meninos de até 15 anos de idade foram vítimas de abandono ou negligência, segundo dados do Mapa da Violência 2014 — Crianças e Adolescentes, que reúne notificações da rede de saúde. Ao mesmo tempo em que pratica regras mais rígidas e evita separar pais e filhos, o país perde a guerra contra os efeitos devastadores do crack nas famílias. Segundo pesquisa do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), mais de 80% dos encaminhamentos de crianças e adolescentes a abrigos estão vinculados à dependência química dos pais. E a droga por trás dos números, segundo os especialistas, é o crack.

Dos 27.625 casos de abandono e negligência nesses últimos dois anos, incluídos no Mapa da Violência, 61% são de crianças com até 4 anos — fase em que desenvolvem a capacidade cognitiva, que é conhecer, entender e se relacionar com o mundo. Além do abandono, as crianças são vítimas de outros tipos de violência. No caso dos meninos, trabalho infantil (58%) e violência física (53,8%) lideram a lista. As meninas sofrem violência sexual (81,2%) e são vítimas de tráfico humano (76,9%) e tortura (55,8%).

O destino de órfãos do crack preocupa. Apenas 20% dos municípios brasileiros têm abrigos cadastrados pelas autoridades, de acordo com o Censo 2012 do Sistema Único de Assistência Social. Ou seja, ou não há abrigos ou são clandestinos. Não são raros casos em que as crianças são deixadas com vizinhos ou conhecidos. Há outra questão ainda mais delicada: o uso de crack pela mãe engrossa a lista dos preconceitos que permeiam a adoção. Há receio de que os bebês abandonados venham a sofrer transtornos mentais no futuro, associados à droga consumida durante a gestação.

E ainda tem gente que é contra o abrigamento e a internação compulsória de usuários de crack. Sempre defendi porque acredito ser uma possibilidade de salvar vidas. Estamos falando de pessoas que se distanciaram da família, vivem nas ruas e não fazem outra coisa a não ser se drogar. Presas ao vícios, essas pessoas perdem a liberdade de viver. 

Ainda tem gente que é a favor da legalização da maconha. Sou contra, pois, em geral, quem está dominado pelo vício do crack entrou no mundo das drogas pela maconha.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

São Paulo copia medida adotada pelo Rio

Assim como o prefeito Eduardo Paes, que pretende implantar a internação compulsória aos usuários de crack no município do Rio, o governo de São Paulo também decidiu seguir o mesmo caminho. Ontem, o governador Geraldo Alckmin anunciou que vai internar compulsoriamente os dependentes químicos, conforme noticiou o jornal O Globo de hoje. 

Em março de 2011, quando eu estava à frente da Secretaria Municipal de Assistência Social e implantei o abrigamento compulsório para crianças e adolescentes, fui muito criticado por alguns segmentos da sociedade.
Hoje, todos estão vendo que a minha decisão foi mais do que certa. A ideia da internação compulsória para adultos é necessária diante dessa epidemia do crack que se instalou em alguns centros. 


Não podemos deixar que novas cracolândias se espalhem, que esse vício aumente e que vidas acabem por causa dessa pedra maldita.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Cuidado com a rede

Se você ou o seu filho gostam de postar tudo nas redes sociais, atenção: o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) avaliou as informações disponíveis nas políticas de privacidade e nos termos de uso do Facebook, Google + e Twitter e concluiu que as redes colocam o consumidor em risco, não deixando clara a política de privacidade.

Os internautas são obrigados a fornecer os dados pessoais sem saber o que será feito com eles e ficam expostos a todo tipo de publicidade. E aqui no Brasil, ao contrário do que ocorre na Europa, não existe uma agência reguladora que garanta a proteção dos dados.

O Idec pretende conscientizar o usuário sobre essa relação perigosa. O usuário também tem que fazer a sua parte ficando mais atento às configurações de privacidade e segurança. E, obviamente, evitar a superexposição.

Nossos filhos, sobretudo os adolescentes, adoram expor o que estão fazendo, onde estão, e muitas informações podem acabar sendo úteis para criminosos. Órgãos de segurança vivem alertando sobre isso.

Portanto, vamos usar as redes, mais com segurança e responsabilidade.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mobilização em Defesa da Criança e Adolescentes em Situação de Rua

A Lapa será palco de uma série de atividades artísticas e de prevenção, que marcam o Dia Nacional de Mobilização em Defesa das Crianças e Adolescentes em Situação de Rua. A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), o Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente e a Rede Rio Criança são alguns dos órgãos que estarão juntos para alertar a sociedade e o poder público sobre o desrespeito aos direitos da criança e adolescentes garantidos na Constituição e no Estatuto da Criança sobre diferentes modalidades de abusos e violências.

Estarão na Lapa autoridades governamentais e organizações da sociedade civil preocupadas com o problema social. Ao longo do dia acontecerão oficinas lúdicas, atividades esportivas e de lazer, encenações teatrais sobre a temática da mobilização, orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis com distribuição de preservativos, apresentações musicais, distribuição de material informativo e educativo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Censo revela que população infanto-juvenil diminuiu 33% no Rio

Os resultados do 6º Censo da População Infanto-Juvenil Acolhida no estado do Rio de Janeiro, divulgados na última semana, revelaram dados bastante positivos, especialmente aqueles extraídos do Módulo Criança e Adolescente (MCA) do Ministério Público do Estado. O documento mostra que do total dos menores acolhidos nos abrigos, 53% deles voltam a viver com suas famílias Estamos certos que muito ainda falta a ser feito, que a caminhada é longa e, sobretudo, desafiadora, mas compensadora. Uma guerra que precisa ser vencida, batalha após batalha, mesmo que duradoura em sua trajetória. O objetivo final é não ver mais crianças ou adolescentes vivendo nas ruas, mas sim com um teto, um lar como abrigo, como futuros cidadãos.

Tenho certeza de que a Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio tem se empenhado com seus profissionais em redefinir este cenário tão preocupante, cumprindo, assim, seu papel de atribuições constitucionais. Nossa secretaria, num esforço conjunto com outras unidades assistenciais municipais, os Conselhos Tutelares, entidades de acolhimento (que no estado somam 239) e também o Ministério Público do Estado vem desenvolvendo políticas públicas consistente, reduzindo em 33% o número de menores morando nas ruas. O dados comparativo consta do 1º Censo da População Infanto-Juvenil, em 2008, quando registrou 3.732 menores morando nas ruas do estado, para agora somar 2.489. Finalmente, confirmo que o acolhimento, nesse período, colocou 19,1% das crianças e adolescentes na convivência de famílias substitutas, sob a forma de tutela, adoção e guarda.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Violência contra crianças. Não se cale!

Na noite de ontem (segunda, 04), chegou ao conhecimento de todos mais um caso de violência contra criança. Os irmãos de 8 e 6 anos foram encontradas em casa com marcas de agressão. A polícia chegou até a casa da família, numa comunidade no Itanhangá, na Zona Oeste do Rio, após uma denúncia anônima. O principal suspeito é o padastro, que se relacionava com a mãe da criança há cerca de um ano. A violência contra crianças e adolescentes é um grave problema social, que está presente em todas as partes do mundo, e independe de culturas, classes sociais, sexo e etnia. Vale ressaltar que ela inclui violência física, psicológica, discriminação, negligência e maus tratos.

Se você conhece casos de violência ou se é vítima, converse com alguém em quem confia. O principal órgão de proteção da criança e do adolescente é o Conselho Tutelar de sua cidade. É ele que verifica se os direitos das crianças estão sendo cumpridos.

Se a sua cidade não tiver um Conselho Tutelar, Você também pode telefonar para o Disque 100. A ligação é gratuita e recebe denúncias de abuso sexual e outras formas de violência de todas as cidades do Brasil.
O importante é não ficar calado.

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio, Neidy Silva, falou sobre a atuação do Conselho Tutelar.
Clique aqui para assistir a entrevista.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Rua não é lugar de criança

Hoje foi ao ar uma reportagem do SBT sobre crianças e adolescentes de rua. O Brasil tem cerca de 23 mil menores vivendo nas ruas das grandes cidades. No Rio, muitos deles já nasceram sem casa e são viciados em crack. Essa doença é um dos maiores desafios da assistência social, mas estamos empenhados em combater esse problema. O número de equipes de abordagem e de funcionários da SMAS já está aumentando. Os bons exemplos existem e estamos trabalhando para que eles se multipliquem.

Clique aqui para assistir a reportagem.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Estrutura e calor humano

O atendimento a crianças e adolescentes em situação de abandono nas ruas do Rio é uma das minhas prioridades na gestão da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS). Segundo censo encomendado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, 29.973 vivem nas ruas das grandes cidades brasileiras. Hoje, a SMAS dispõe de 534 vagas para este público na rede acolhedora, além de outras 225 crianças e adolescentes vivendo em famílias acolhedoras subsidiadas e acompanhadas pelo município.

As crianças e adolescentes são acompanhadas durante as 24h do dia por assistentes sociais, psicólogos e educadores sociais. Todos estudam, fazem cinco refeições diárias e têm acesso a cursos de informática, oportunidade de estagiar em instituições públicas e de participar de atividades de lazer. É com uma boa estrutura, profissionais capacitados e calor humano que faremos esses meninos e meninas atravessarem a ponte da cidadania com mais facilidade.