segunda-feira, 14 de abril de 2014
O Conselho Tutelar precisa agir
São cerca de 120 crianças, muitas que deveriam estar na escola. E várias de colo ainda em condições insalubres, expostas no protesto dos invasores removidos do terreno da Oi, no Engenho Novo.
Desde sexta-feira, o grupo foi para a frente da Prefeitura, e ocupou a passarela da Cidade Nova para se abrigar da chuva.
O Conselho Tutelar tem que tirar essas crianças de lá.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Droga é a maior causa de abandono de crianças no Brasil
Nos últimos dois anos, a cada dia 38 meninas e meninos de até 15 anos de idade foram vítimas de abandono ou negligência, segundo dados do Mapa da Violência 2014 — Crianças e Adolescentes, que reúne notificações da rede de saúde. Ao mesmo tempo em que pratica regras mais rígidas e evita separar pais e filhos, o país perde a guerra contra os efeitos devastadores do crack nas famílias. Segundo pesquisa do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), mais de 80% dos encaminhamentos de crianças e adolescentes a abrigos estão vinculados à dependência química dos pais. E a droga por trás dos números, segundo os especialistas, é o crack.
Dos 27.625 casos de abandono e negligência nesses últimos dois anos, incluídos no Mapa da Violência, 61% são de crianças com até 4 anos — fase em que desenvolvem a capacidade cognitiva, que é conhecer, entender e se relacionar com o mundo. Além do abandono, as crianças são vítimas de outros tipos de violência. No caso dos meninos, trabalho infantil (58%) e violência física (53,8%) lideram a lista. As meninas sofrem violência sexual (81,2%) e são vítimas de tráfico humano (76,9%) e tortura (55,8%).
O destino de órfãos do crack preocupa. Apenas 20% dos municípios brasileiros têm abrigos cadastrados pelas autoridades, de acordo com o Censo 2012 do Sistema Único de Assistência Social. Ou seja, ou não há abrigos ou são clandestinos. Não são raros casos em que as crianças são deixadas com vizinhos ou conhecidos. Há outra questão ainda mais delicada: o uso de crack pela mãe engrossa a lista dos preconceitos que permeiam a adoção. Há receio de que os bebês abandonados venham a sofrer transtornos mentais no futuro, associados à droga consumida durante a gestação.
E ainda tem gente que é contra o abrigamento e a internação compulsória de usuários de crack. Sempre defendi porque acredito ser uma possibilidade de salvar vidas. Estamos falando de pessoas que se distanciaram da família, vivem nas ruas e não fazem outra coisa a não ser se drogar. Presas ao vícios, essas pessoas perdem a liberdade de viver.
Ainda tem gente que é a favor da legalização da maconha. Sou contra, pois, em geral, quem está dominado pelo vício do crack entrou no mundo das drogas pela maconha.
sábado, 12 de outubro de 2013
Hoje é dia das crianças!
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
São Paulo copia medida adotada pelo Rio
Em março de 2011, quando eu estava à frente da Secretaria Municipal de Assistência Social e implantei o abrigamento compulsório para crianças e adolescentes, fui muito criticado por alguns segmentos da sociedade.
Hoje, todos estão vendo que a minha decisão foi mais do que certa. A ideia da internação compulsória para adultos é necessária diante dessa epidemia do crack que se instalou em alguns centros.
Não podemos deixar que novas cracolândias se espalhem, que esse vício aumente e que vidas acabem por causa dessa pedra maldita.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
1,5 milhão de brasileiros fumam maconha diariamente
Nas operações de combate ao crack no Rio realizadas desde março de 2011, pela Secretaria Municipal de Assistência Social, foram feitos até hoje 4.706 acolhimentos. Dos acolhidos, 663 eram crianças e adolescentes, 50% têm entre 13 e 15 anos; 35% têm entre 16 e 17, e 15% têm até 12 anos! Quando os profissionais da SMAS perguntam como eles chegaram ao crack, a resposta é sempre a mesma: “comecei fumando maconha”. Por esse e outros motivos, fico indignado quando vejo passeatas defendendo a liberação da maconha. Se isto acontecesse, passaríamos de 1,5 milhão de usuários para 3 milhões. Alguém já imaginou o que isso pode acarretar a essas crianças e adolescentes?
Será que quem defende a liberação das drogas já esteve numa operação dessas? Já viu crianças de 10 anos fumando crack? Já viu uma mãe com bebês de colo em situação deplorável numa cracolândia? Já esteve em algum abrigo da prefeitura e viu a quantidade de bebês abandonados por mães usuárias de crack? É por isso também que defendo um Projeto de Lei que dobra a pena para quem vende ou comercializa crack. A gente não pode deixar que essa epidemia se assole pelo nosso País. Precisamos dar um basta, já.
Apesar da triste realidade apresentada por essa pesquisa, há um dado bom que precisamos questionar e debater muito. De todos os entrevistados, 75% são contra a descriminalização da maconha, e apenas 11% são favoráveis (14% não têm opinião formada). Numa projeção nacional, isso representaria 111 milhões de brasileiros que são contrários, contra apenas 16,3 favoráveis. Então a quem interessa a descriminalização? Alguém já pensou quais as trágicas consequências que isso pode trazer para nossa sociedade?
terça-feira, 31 de julho de 2012
Trabalhar não é coisa de criança
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Mais crianças na escola, já!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Mobilização em Defesa da Criança e Adolescentes em Situação de Rua
A Lapa será palco de uma série de atividades artísticas e de prevenção, que marcam o Dia Nacional de Mobilização em Defesa das Crianças e Adolescentes em Situação de Rua. A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), o Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente e a Rede Rio Criança são alguns dos órgãos que estarão juntos para alertar a sociedade e o poder público sobre o desrespeito aos direitos da criança e adolescentes garantidos na Constituição e no Estatuto da Criança sobre diferentes modalidades de abusos e violências.Estarão na Lapa autoridades governamentais e organizações da sociedade civil preocupadas com o problema social. Ao longo do dia acontecerão oficinas lúdicas, atividades esportivas e de lazer, encenações teatrais sobre a temática da mobilização, orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis com distribuição de preservativos, apresentações musicais, distribuição de material informativo e educativo.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Indenização e carinho para as famílias das vítimas de Realengo
Nesse sentido, o prefeito autorizou a Procuradoria Geral do Município fazer estudos técnicos para definir parâmetros e estabelecer prazos com valores justos envolvendo as mortes. Por outro lado, Eduardo Paes quer ainda que a Defensoria Pública do Município faça acompanhamento e dê assistência jurídica gratuita às famílias das crianças, agilizando o processo.
Uma única pendência envolve o episódio e demanda decisão final: se as famílias das crianças feridas também terão o benefício estendido ou não. Entendo que uma solução equilibrada e de bom senso irá aflorar. Mesmo não devolvendo vidas tão importantes, a Prefeitura do Rio mostra-se presente, buscando reparar um dano impensável em sua extensão que pudesse ocorrer em nossa cidade.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Demonstrações de solidariedade continuam
Indignação e solidariedade são os sentimentos que, juntos, estão dentro de todos quando se fala na morte dos estudantes de Realengo. Reproduzo aqui a manifestação do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente da cidade do Rio de Janeiro.
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente da Cidade do Rio de Janeiro (CMDCA Rio), em Assembléia Ordinária, realizada no dia 11 de abril de 2011, delibera pela aprovação de Moção de Apoio e Solidariedade à comunidade escolar da Escola Municipal Tasso da Silveira, em virtude do atentado sofrido no último dia 07 de abril.
A tragédia ocorrida em Realengo nos deixou perplexos, indignados e em estado de luto. Porém, as crianças e adolescentes feridas e aquelas que estão traumatizadas pelo sofrimento e pela perda precisam de apoio e precisam que a vida volte a ter sentido. Assim, limpemos as nossas lágrimas e sigamos insistindo nos sentimentos de solidariedade, de humanismo, de civilidade e de justiça, pois é necessário transformarmos a tristeza em ação para construirmos coletivamente uma cultura de paz.O CMDCA Rio, em apoio e solidariedade à comunidade escolar, se coloca à disposição e conclama a sociedade a participar no sentido de pensar e propor políticas públicas de enfrentamento ao cotidiano de violência vivenciado por crianças e adolescentes.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Tragédia em Realengo
Equipes das 7ª, 8ª, 9ª e 10ª CAS da SMAS estão mobilizadas para prestar atendimento às famílias envolvidas direta e indiretamente nessa tragédia. Assistentes sociais e psicólogos da secretaria acompanham as famílias das vítimas na escola Tasso da Silveira e nos hospitais Albert Schwietzer, Saracuruna, Into, Adão Pereira Nunes, Pedro Ernesto e da PM. Profissionais do Núcleo de Direitos Humanos da SMAS também estão presentes nos locais para prestar atendimento jurídico às famílias das vítimas.
Mais informações sobre a Rede de Proteção Social do município na região de Realengo pelo telefone 3973-3800 - Ouvidoria da SMAS.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Violência contra crianças. Não se cale!
Na noite de ontem (segunda, 04), chegou ao conhecimento de todos mais um caso de violência contra criança. Os irmãos de 8 e 6 anos foram encontradas em casa com marcas de agressão. A polícia chegou até a casa da família, numa comunidade no Itanhangá, na Zona Oeste do Rio, após uma denúncia anônima. O principal suspeito é o padastro, que se relacionava com a mãe da criança há cerca de um ano. A violência contra crianças e adolescentes é um grave problema social, que está presente em todas as partes do mundo, e independe de culturas, classes sociais, sexo e etnia. Vale ressaltar que ela inclui violência física, psicológica, discriminação, negligência e maus tratos.Se você conhece casos de violência ou se é vítima, converse com alguém em quem confia. O principal órgão de proteção da criança e do adolescente é o Conselho Tutelar de sua cidade. É ele que verifica se os direitos das crianças estão sendo cumpridos.
Se a sua cidade não tiver um Conselho Tutelar, Você também pode telefonar para o Disque 100. A ligação é gratuita e recebe denúncias de abuso sexual e outras formas de violência de todas as cidades do Brasil. O importante é não ficar calado.
A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio, Neidy Silva, falou sobre a atuação do Conselho Tutelar. Clique aqui para assistir a entrevista.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Rua não é lugar de criança
Clique aqui para assistir a reportagem.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Estrutura e calor humano
As crianças e adolescentes são acompanhadas durante as 24h do dia por assistentes sociais, psicólogos e educadores sociais. Todos estudam, fazem cinco refeições diárias e têm acesso a cursos de informática, oportunidade de estagiar em instituições públicas e de participar de atividades de lazer. É com uma boa estrutura, profissionais capacitados e calor humano que faremos esses meninos e meninas atravessarem a ponte da cidadania com mais facilidade.






